terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Mamma Mia

I've been cheated by you since I don't know when 
So I made up my mind, it must come to an end
Look at me now, will I ever learn
I don't know how but I suddenly lose control
There's a fire within my soul
Just one look and I can hear a bell ring
One more look and I forget everything

Mamma mia, here I go again
My my, how can I resist you
Mamma mia, does it show again
My my, just how much I've missed you
Yes, I've been brokenhearted
Blue since the day we parted
Why, why did I ever let you go
Mamma mia, now I really know
My my, I could never let you go

I've been angry and sad about things that you do
I can't count all the times that I've told you we're through
And when you go, when you slam the door
I think you know that you won't be away too long
You know that I'm not that strong
Just one look and I can hear a bell ring
One more look and I forget everything

Mamma mia, here I go again
My my, how can I resist you
Mamma mia, does it show again
My my, just how much I've missed you
Yes, I've been brokenhearted
Blue since the day we parted
Why, why did I ever let you go
Mamma mia, even if I say
Bye bye, leave me now or never
Mamma mia, it's a game we play
Bye bye doesn't mean forever

Mamma mia, here I go again
My my, how can I resist you
Mamma mia, does it show again
My my, just how much I've missed you
Yes, I've been brokenhearted
Blue since the day we parted
Why, why did I ever let you go
Mamma mia, now I really know
My my, I could never let you go





Nenhum motivo em especial para postar a música, exceto que eu a adorei.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Às vezes eu me pergunto

Se eu estou gritando para o vácuo.
Se eu realmente não terei retorno pelas canções que dedico.
Quando meus ouvidos poderão finalmente ouvir algo doce e descansar?
Me pergunto por que eu digo tantas palavras doces se elas não retornam e, quando estou com medo, fico só e no escuro.

Mas também me pergunto se não estou é ficando surda.
Se o eco realmente não me devolve toda a cantoria, desta vez multiplicada e em diferentes tons e tempos, ou se não sou eu que não me disponho a ouvir.

Se as palavras boas não retornam, talvez seja apenas impressão minha. Se a surdez me aflige, talvez eu devesse erguer a cabeça e procurar por outros sinais.
Talvez. Ou talvez eu esteja mesmo gritando para o vácuo.
Mas do que adianta saber o que realmente acontece? Eu sei que certas coisas não mudam em mim e que eu continuarei cantando e colocando minha alegria para fora, mesmo que sem esperança de retorno.

Talvez otimismo. Talvez ingenuidade. Com certeza amor.

domingo, 30 de novembro de 2008

101 coisas para fazer em 1001 dias

Editando: decidi manter um link para este post no menu ali do lado e atualizar a lista conforme for fazendo-a, para manter um acompanhamento sem ter que postar de novo.
Os itens em negrito são os que pretendo riscar em outubro de 2010.
Última atualização: 28/09/2009.

Descobri esse projeto vasculhando o blog da Marí, mas ele na verdade foi traduzido para o português por Patrícia Müller e está bem explicadinho nesta página - que aqui no meu PC ficou fora de ar por algum motivo, mas talvez vocês tenham mais sorte. Achei bem interessante, uma vez que eu já tinha decidido mudar o meu esquema de listinhas de ano novo, com objetivos que eu nunca cumpria.

Assim, divido com vocês a minha lista, da qual alguns itens eu já começo a executar amanhã. Segundo as minhas contas, tenho até 28 de agosto de 2011 para terminá-la. Desejem-me sorte. ^^

101 coisas em 1001 dias

Livros
001. ler 2 livros por mês durante 1 ano
-- Em andamento. Início em maio de 2010. [mai] Memórias póstumas de Brás Cubas. A Sociedade do Anel. [jun] Alice no País das Maravilhas. Alice Através do Espelho. [jul] Opúsculo, a paródia. Peter Pan in Kensington Gardens. [ago] Peter and Wendy. Os exilados da Capela. [set] Ualalapi. Um leão chamado Christian. [out] Ratos de salão. [nov] [dez] [jan] [fev] [mar] [abr]
002. ler a trilogia do Senhor dos Anéis [1] [2] [3]
003. ler os 7 livros de Harry Potter em inglês [
1] [2] [3] [4] [5] [6] [7]
004.
ler um livro do Saramago
005.
ler Dostoiévski
006. ler Artemis Fowl 6
007. ler Cem Anos de Solidão
008. ler Stephen King
009.
ler um livro da Com-Arte Lab. Ratos de salão, de Willian Hussar.
010. ler um mangá da Sakura em japonês
011. ler uma coleção de gibis do papai

Passeios
012. ir para Campos do Jordão
013.
ir ao teatro 5 vezes em um ano [1] [2] [3] [4] [5] -- Início: 01/02/2008. Término: 26/04/2009. Peças: Hermanoteu na terra de Godah; O santo e a porca; André Rangel é dom; O caso dos dez negrinhos; Primeiras rosas.
014. fazer 5 sessões pipoca com os amigos em casa [1] [2] [3] [4] [5]
015.
conhecer o Solo Sagrado
016.
ir ao Jockey Club
017.
fazer algo engraçado na rua Freeze+Bang! MOB
018. ir a Pindamonhangaba
019.
visitar 10 museus em um ano [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11! Fiz um a mais!] -- Início: 13/12/2008. Museu da Água. MASP. Museu de Zoologia. Museu da Imagem e do Som. Museu Brasileiro da Escultura. Museu Lasar Segall. Museu de Arqueologia e Etnologia. Museu Paulista. Museu de Arte Contemporânea. Museu de Geociências. Museu Oceanográfico. Término: 10/12/2009.
020. sair para dançar a cada 2 meses por um ano -- Em andamento. Início: 17/07. The Clock Rock Bar. INTERROMPIDO, FUCK, ESQUECI. ¬¬. Reiniciado em 29/11/2009. The Clock Rock Bar. 30/01/2010. Casamento da Carol. Próxima vez: final de março. ESQUECI DE NOVO. WEEE.
021. ir à Flip
022.
ir a Piracicaba
023.
acampar
024.
fazer uma trilha em Paranapiacaba
025. ir a todos os dias de uma edição de evento de anime
026. visitar uma casa fingindo que quero comprá-la
027. andar de patins
028. ir ao Teatro Municipal assistir a algo
029.
comemorar meu aniversário em um lugar bem legal -- The Clock Rock Bar - 2009.
030. conhecer uma cidade (além das supracitadas)
031.
dizer "Eu estou na Disney" - e não mentir

Compras e posses
032.
Fazer um cosplay novo -- Ash Ketchum, da cidade de Pallet *-*
033. reformar meu cosplay de Harry Potter
034.
adicionar pelo menos 5 DVDs à minha coleção da Disney [1] [2] [3] [4] [5] -- DVDs adquiridos: Ratatouille; Atlantis; Hércules; Os Três Mosqueteiros; High School Musical 3.
035. juntar R$1 por dia durante 2 meses (e gastar tudo com um presente para mim)
036.
comprar 1 livro e 1 brinquedo para a Sophia
037. comprar 1 brinquedo para a Isa
038. conseguir uma foto autografada da Rowling ou de algum ator de Harry Potter
039. completar 3 dos meus álbuns de figurinha [1] [2] [3]
040.
comprar uma camiseta legal na Galeria
041. comprar dicionários de japonês
042. comprar um mangá da Sakura em japonês
043.
comprar lentes de contato (ou um óculos bonito)
044. completar o xadrez do Harry Potter

Aprendizados
045. fazer 48 créditos em optativas
-- em lerdo andamento. 14/48 feitos.
046. aprender a nadar
047. estudar todos os módulos de um idioma no Live Mocha
048. fazer um curso de inglês
049. aprender a cozinhar algo (de preferência gostoso, de preferência doce)
050. revisar módulos de japonês [1] [2]
051. tirar carta de motorista
-- em andamento.
052. aprender a dançar algo
053. fazer teatro
[071. durante as férias, dedicar 1 hora por dia a algo relacionado a Edit (as horas podem acumular de um dia para o outro)]

Assistir a
054. pelo menos 1 temporada inteira de Star Trek
-- em travado andamento.
055. todos os episódios de One Piece (ou ler todos os mangás)
056.
4 musicais que eu ainda não tenha visto [1] [2] [3] [4] -- Filmes: High School Musical 3; Mamma Mia!; Across the Universe; Hairspray.
057.
1 filme novo (para mim) a cada 15 dias por 4 meses -- em andamento. Início: 07/12/2008. Término: 23/03/2009. Filmes vistos para contar: 6 (Max Payne, Uma linda mulher, Across the Universe, Kung Fu Panda, Beleza Americana, Sim senhor, O orfanato, A premonição).
058.
todas as temporadas de Roma [1] [2]
059. 5 filmes daquela lista antiga da Disney [1] [2] [3] [4] [5]
060. todos os filmes do álbum da Disney [lista] [1/54]

Jogos
061. zerar Spore
062.
jogar War até o fim
063.
zerar 3 gerações de The Sims 2 (depende mais do PC do que de mim) [1] [2] [3]
064. zerar 5 jogos de Master System. [1] [2] [3] [4] [5]

Saúde e beleza
065. ficar com 49 kg
066. caminhar 2 vezes por semana (sem falta!) por 3 meses
067.
fazer as unhas 1 vez por semana durante 5 semanas -- Início: 25/02/2009. Término: 25/03/2009.
068. tomar 2 litros de água por dia durante 1 mês -- em andamento. Início: 02/08/2010. Término: 01/09/2010.
069. comer a cada 3 horas por 3 semanas
070.
usar brincos todos os dias durante 1 mês -- Início: 01/03/2009. Término: 31/03/2009.
071. tomar Unha de Gato todos os dias durante 6 meses
072. tomar Fluconazol toda semana durante 6 meses - Vou mudar esses dois itens. Onde já se viu prever que você vai mesmo ter que tomar o medicamento durante esse tempo?

073. não me coçar durante 15 dias
074. tomar vacina contra a rubéola
075.
passar 2 semanas sem tomar leite
076.
passar 2 semanas sem comer chocolate -- Início: 28/11/2009, às 20h. Término: 12/12/2009, às 20h.
077. ir deitar antes das 22h30 por 1 semana
078. fazer abdominais todos os dias por 15 dias

Outros
079. postar semanalmente no blog por 3 meses

080. telefonar para 1 amigo por semana durante 2 meses
081. fazer 3 eventos do Gringotes em um intervalo de 1 ano
082. fazer livrinho com fic(s) minha(s)
083. participar do Nano
084. fazer um site novo e completo com as minhas fics
085. tirar férias 10 dias antes do previsto
086. imprimir fotos para a mamãe
087. fazer um disco virtual organizado com todas as minhas fotos digitais
088.
fazer um bolo para ou com o Bruno
089. fazer um doce para as pessoas da Com-Arte
090. fazer algo com aquele scrapbook
091.
conseguir um emprego
092. fazer um ensaio fotográfico
093.
ler a matéria de capa de 3 Supers seguidas [1] [2] [3] -- Primeira matéria: Dezembro/2008. INTERROMPIDO. Reiniciá-lo-ei. Em andamento. Matérias: Maio-Julho/2009. ME ENCHI E VOU RECOMEÇAR. Okay, recomecei. Dez/2010-Fev/2010, lá vou eu! Weee, consegui! 26/02.
094.
voltar a ter contato com 2 pessoas com quem eu me correspondia [1] [2]
095.
dar R$1 para o Léo
096. fazer um desenho para a Bia

Animais
097. cuidar sozinha dos gatos por 15 dias (comida, água e areia)
098. lavar os potes das cachorras toda semana por 2 meses
-- em andamento. Início: 12/02/2009. Término: 12/04/2009. INTERROMPIDO.
099. levar as cachorras para passear 3 vezes em 2 meses -- em andamento. Início: 07/09/2009.
100. levar os gatos para vacinar
101. colocar remédio para pulga nos gatos


Já cumpri 37 itens, em 22 meses. Estou atrasada em 29 itens. O_O Agora preciso fazer 6 itens por mês!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

The Clock Rock Bar

Domingo eu saí para dançar.

A música era muito boa. E tinha aulinha de dança.
As garçonetes usavam roupas muito fofas. E as outras pessoas, também.
Os meus amigos estavam lá. E nós demos risadas juntos.
Na verdade, eu não danço bem. E eu não me importei nem um pouco.
Eu dancei me sentindo muito feliz. E girei, girei, girei.
Eu girei, girei, girei.
Girei.
O bar man cuspiu grandes bolas de fogo. E numa música muito propícia a isso.
Eu girei. E eles me deram um docinho na saída.

Domingo eu saí para dançar. E me diverti muito.






www.theclock.com.br
Vocês deviam tentar isso também.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Seriados

Eles me decepcionam, sabe. Quando aparece alguma coisa decente para assistir, é tirada do ar. É quase uma máxima dos seriados americanos.

Um bom exemplo disso é, para mim, Dead Like Me. Ninguém que eu conheço assistia a isso. A trama era sobre uma menina esquisita que morria e, em vez de ir para o além, encontrar com Deus, reencarnar ou coisa assim, ficava aqui na Terra, incumbida da podre tarefa de guiar os próximos falecidos até "a luz". E, como ela assumia uma imagem diferente da que tinha quando viva, não tinha como dar aquela aparecidinha mediúnica básica para a família (que nunca a amou em vida), o que restringia o seu círculo social a outros "ceifadores", como eles chamavam. O humor era curiosamente sombrio, os atores não eram lindos segundo o padrão estético vigente e cada episódio trazia uma reflexão muito profunda sobre a vida. Resultado: só houve duas temporadas da série. Uma lástima.

Agora o mesmo está para acontecer com The Riches. A primeira temporada acabou de ter fim na Fox e a segunda, de iniciar no Telecine Pipoca. E, reza a revista Monet, essa será a temporada final, devido ao pouco sucesso da série junto ao público. Para quem não acompanhou, a série conta a história da família Malloy, que foge de um grupo cigano (a palavra que eles usam é "viajante") e, após assistirem ao acidente que mata uma família de burgueses, se vêem indo à casa nova destes e tomando seu lugar. Assim, da noite para o dia, os cinco indivíduos peculiares passam de farsantes em um trailer a ricaços em um condomínio de luxo, com direito a escola particular para os filhos e emprego como advogado para o pai. Não é preciso dizer que isso gera uma confusão atrás da outra, o que garante que cada episódio tenha algo de emocionante. Agora, eu lhes pergunto: como assim não fez sucesso? Está certo que eu estou me precipitando um pouco - a revista Monet previu que Supernatural não passaria da primeira temporada e, bem, já está na quarta - mas, considerando já esse pouco sucesso de séries boas (as previsões da Monet não podem se basear no nada)... qual o problema desse público que só aceita séries quenão trazem nada de inovador, como Smallville (extremamente repetitivo, com Lex ou Lana baleados quando não se tem mais nada para contar no episódio), ou são comédias bobas, como Friends (nada contra comédias bobas em geral, adoro Everybody hates Chris), ou então têm muito sangue, como Dexter (série pela qual, só para constar, eu sou apaixonada)? O que aconteceu com Pushing Daisies, aquela coisa... fofa (não encontro outra palavra) sobre a qual a Warner nunca mais deu notícia?
Acho que a nós, telespectadores exigentes, cabe nos contentar com as séries boas que também contentam ao grande público. Amo Dexter. Mas queria mesmo que Pushing Daisies ainda estivesse passando e que The Riches não acabasse.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Teoria da Comunicação

Professor:
- O que vocês enxergam nesta imagem?
Alunos:
- Um homem, uma mulher e um cachorro.
- Um casal, um animal e o sol.
- Dois adultos, uma criança e o sol.
- Um convite ao sexo!
[silêncio]
Professor:
- Alguma outra consideração?



Tive prova dessa matéria ontem.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Estorinha

Então, o cara chegou no céu e São Pedro perguntou:
- O que foi que você fez nesta vida, meu filho?
- Eu inventei de colocar etiquetas em roupas íntimas!
- Xi... - disse São Pedro. - Vai para o andar de baixo.


Contada pela minha irmã, num momento de revolta.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Lembrar é viver

Não há o que temer quanto aos deuses.
Não há nada a temer quanto à morte.
Pode-se alcançar a felicidade.
Pode-se suportar a dor.


Eu pensava que Sócrates havia me cativado, até que conheci Epicuro. Um senhor grego muito simpático, desprendido e sobretudo feliz, que viveu segundo a filosofia mais prazerosa e tranqüila de todas. Lendo sobre seus pensamentos, encontrei expressões daquilo que há muito é o meu modo de pensar, mas que eu nunca tinha conseguido explicar - pelo menos não tão bem assim.
Então, aproveito o grego traduzido e adaptado para postar aqui o que, para mim, são os mandamentos supremos da vida humana.

***

A felicidade, para Epicuro, deveria ser o objetivo final da vida de qualquer pessoa, e não era difícil de se alcançar. Ele chegou a criar uma escola filosófica e ensinar sobre a busca da felicidade a todas as pessoas que quisessem ouvi-lo, independente do sexo, raça, idade, nacionalidade e posição política ou social.
A idéia é simples: se você está infeliz agora, basta buscar a felicidade nas suas memórias, relembrando momentos felizes que já se passaram, ou nas suas espectativas, imaginando que ainda passará por muitos bons momentos e que, portanto, o mal que sofre agora é passageiro.
(É importante, porém, encontrar um equilíbrio aí e não viver em função do que virá a acontecer - afinal, o objetivo aqui é ser feliz, e não ansioso.)
Sobre isso, diz Epicuro:

"Não deves corromper o bem presente com o desejo daquilo que não tens: antes, deves considerar também que aquilo que agora possuis se encontrava no número dos teus desejos.
Quem menos sente a necessidade do amanhã, mais alegremente se prepara para o amanhã.
A vida do insensato é ingrata, encontra-se em constante agitação e está sempre dirigida para o futuro."

Se não está bom hoje, já foi bom um dia, não é isso o que importa? A felicidade por qual você passa em determinado momento é tão supérflua a ponto de ser esquecida e desmerecida quando aparentemente não pode mais ser sentida?
A chave para a felicidade, por tantos almejada, é construída por nós a cada dia de nossas vidas. Todas as pessoas podem ser felizes - basta lembrar. Mesmo as dores físicas podem ser enganadas, com os pensamentos corretos. Ater-se às lembranças é o único requisito para aprendermos a afastar qualquer sentimento ruim e, assim, seguir nosso caminho até os momentos felizes que ainda estão por vir.

domingo, 14 de setembro de 2008

Amor

Músicas da Disney. Alguns preferem-nas em inglês. Esta eu gosto bastante de ouvir no original. Mas um dia desses, voltando à rodoviária após uma curta porém proveitosa viagem, eu me pus a ouvir as mais de vinte músicas da Disney no meu MP3 - praticamente todas na versão em português, que em geral é a que eu prefiro. Esta estava entre elas. É tão linda e tão marcante. Mas naquele momento eu não pensei tanto nela como faria dali a três ou quatro dias, quando, relembrando sua letra, percebi tantos detalhes da minha vida escondidos em palavras bonitas.


No meu coração você vai sempre estar - Ed Motta
(You will be in my heart - Phil Collins)

Não tenha medo
Pare de chorar
Me dê a mão
Venha cá

Vou proteger-te de todo o mal
Não há razão pra chorar

No seu olhar eu posso ver
A força pra lutar e pra vencer
O amor nos une para sempre
Não há razão pra chorar

Pois no meu coração
Você vai sempre estar
O meu amor contigo vai seguir

No meu coração
Aonde quer que eu vá
Você vai sempre estar
Aqui...

Por que não podem ver o nosso amor?
Por que o medo? Por que a dor?
Se as diferenças não nos separam
Ninguém vai nos separar

E no meu coração
Você vai sempre estar
O meu amor contigo vai seguir

Não deixe ninguém
Tentar lhe mostrar
Que o nosso amor
Não vai durar

Eles vão ver
Eu sei...

Pois quando o destino
Vem nos chamar
Até separá-lo
É preciso lutar!

Eles vão ver
Eu sei...
Nós vamos provar que

No meu coração
Eu sei você vai sempre estar
Eu juro que o meu amor contigo vai seguir

No meu coração(dentro do meu coração)
Aonde quer que eu vá(onde quer que eu vá)
Você vai sempre estar(vai estar)
Aqui...

Aqui...
Para sempre...
Meu amor vai contigo
Sempre contigo...

Basta fechar os olhos
É só fechar os olhos
Quando fechar os olhos
Vou estar aqui...


- Tem um episódio de Pushing Daisies em que eles comentam que a pessoa, quando perde um membro, continua a senti-lo como se ele ainda estivesse lá. Aí o Ned fala para a Chuck que, quando ela está longe, ele sente ela como um membro amputado, como se ela ainda estivesse perto dele.
- Não faz sentido, não é? Se é assim, tanto faz se ela está perto dele ou não.
É. Então você não é como um membro amputado.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Fernando Pessoa em...

... Álvaro de Campos.

Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.

Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Eu desvio de fumantes na rua.
Não como quem desvia de um cego, para não atrapalhá-lo, mas como quem desvia de um portador de gripe aviária, para não se contagiar.

É automático. Quando eu os vejo se aproximando, com seu odor desagradável e fumaça letal, me desloco mais para o lado, temendo ser contaminada com o cheiro ou inalar seu gás.
Ainda sonho com o dia em que viverei em um daqueles lugares evoluídos em que é proibido fumar em locais públicos. Afinal, que culpa eu tenho se as pessoas não gostam de seus pulmões? Eu gosto dos meus e não quero piorar o seu já debilitado funcionamento.

Eu tenho amigos fumantes e não saio correndo quando os vejo. Mas eles bem sabem como eu encho o saco para que evitem alimentar seus vícios em minha presença. Não tento mais convencê-los (salvo raríssimas exceções) a interromper seu suicídio a longo prazo. Já passei dessa fase. Hoje, só o que peço é que respeitem a amiga portadora de rinite alérgica, com baixa resistência a tabaco e outras toxinas aspiráveis.
Felizmente, a maioria dos meus amigos fumantes me respeita.

Mas, infelizmente, os fumantes do mundo, em sua maioria, não são meus amigos.
E eu continuo tendo que desviar deles na rua.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Anemia psicológica

Minha avó tem paranóia com a minha alimentação.

- Você vai comer só isso?
O prato está cheio.
- Só, vovó.
- Essa menina vai ficar anêmica...

Paranóia mesmo.

- Quer que eu faça um lanchinho para você?
- Não, vovó, obrigada.
- Você não pode ficar sem comer!
- Vovó, eu acabei de almoçar.
- Já faz duas horas que você almoçou!

Com coisas que não fazem sentido algum.

Cerca de uma hora depois de comer a sobremesa:
- Sabia que se você comer de três em três horas você não engorda?
- Vovó, eu não estou preocupada em engordar. Eu simplesmente não estou com fome.
- Mas não precisa se preocupar, você não está gorda. Você está bonita!
E eu não me lembro de ter falado da minha aparência. É impressão minha ou minha avó me chamou de gorda?

Às vezes isso acaba com a minha paciência.

- Comprei danone para você.
- Obrigada, vovó.
Abri o danone e virei de costas para pegar uma colher.
- Você não vai comer?!

Mas não adianta. Comendo ou não, ela nunca pára.

Depois de almoçar e comer o bendito danone:
- Você só vai comer um? Tem mais ali!

domingo, 3 de agosto de 2008

O bicho-papão

Adoro contar histórias sobre a minha infância.
Quando eu estava na primeira ou na segunda série, eu tinha aulas no prédio do fundamental I (óbvio), mas as aulas quinzenais de informática eram no prédio do infantil. Durante uma dessas aulas, eu precisei usar o banheiro e, enquanto estava dentro da cabine, duas menininhas do infantil (que eu, do alto dos meus sete anos, julgava serem muito mais novas do que eu) entraram no banheiro e bateram na porta da minha cabine.
- Quem está aí? - perguntou uma delas.
E eu, num ato de não-sei-que-sentimento, respondi, com o que eu acreditava ser uma voz grossa e assustadora:
- É o bicho-papãaaao!
As meninas gritaram e saíram correndo.
Eu poderia dizer que rolei de rir e fui contar para todos os meus amiguinhos. Mas a verdade é que eu saí do banheiro, lavei minhas mãos tranqüilamente e voltei para a aula, como se nada tivesse acontecido.

E este é mais um daqueles posts sem sentido algum.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Que loucura

"Esses bebês de proveta estão enganando todos vocês. Porque a genérica deles é que é mais natural. Eles são de trezentos mil espermatozóides no óvulo de uma mamãe girafa!"
Grito de uma mulher em emergência psiquiátrica no corredor do hospital.

domingo, 27 de julho de 2008

Prólogo de uma nova fanfic

Minha nova fic Percy/Penny.

- Aceito.

É a palavra que muda a vida de qualquer homem. Ou que, ao menos, deveria mudar. Mas as coisas não são sempre como deveriam. Afinal, não é bem uma surpresa ouvi-la no altar. Não, essas palavras não proporcionam mudança alguma, apenas concretizam algo que levou anos para ser construído.

Na minha vida, isso não foi diferente. Foram dois anos de namoro com Audrey. Não era necessário esperar mais do que isso. Não, eu sempre fui um homem sério, sem motivos para me comprometer com uma mulher com quem não tivesse intenção de me casar. Portanto, nós não precisávamos esperar. Ambos tínhamos estabilidade financeira e apreciávamos a companhia um do outro. Que motivo melhor poderia haver para se unir em matrimônio?

Logicamente, eu soube desde o início que seria esse o curso seguido por nossas vidas. Os dois anos que se passaram apenas confirmaram as minhas impressões. Audrey era uma mulher séria e dedicada, infinitamente talentosa e também uma moça de família, muito honrada.

Cada dia que passei com ela fortaleceu minhas certezas, de modo que nunca houve surpresas em nosso relacionamento. Isso é bom. Surpresas podem ser agradáveis ou não. E, como homem racional que sou, prefiro não arriscar. Quando pedi sua mão em casamento, já tinha certeza de que aceitaria. Nossos planos estavam implícitos em nosso relacionamento há muito tempo.

Portanto, ouvir um “aceito” no altar foi como seguir um roteiro pré-estabelecido. Aliás, era exatamente isso que acontecia. Cada passo dado equivalia ao que fora combinado no ensaio da cerimônia. Nem mesmo Victoire, em seu vestido de dama de honra que, como ela reclamara mais cedo, pinicava o corpo, ousou tirar de sincronia aquele momento sagrado.

Assim consumou-se meu casamento. Eu o atravessei como um homem que aceita o destino que não lhe desagrada.

E me orgulhei da vida que consegui.

Minhas duas filhas são as meninas mais bonitas, educadas e inteligentes que já nasceram nesta família. Não brigam com os primos, não saem descalças no quintal e não puxam o rabo do gato. São as melhores crianças que já conheci.

E minha esposa... bem, ela é Audrey. É uma mulher inovadora. Dedica-se ao mesmo tempo à arte e aos negócios, tendo apenas empresas de sucesso e que fazem seu nome muito famoso – Cathlove, nome que ela continua a usar para a vida profissional, mesmo depois de casada. Depois de cinco anos no comando da escola de dança por ela fundada, ela deixou a direção nas mãos de um sócio e dedicou-se ao aperfeiçoamento de um outro talento seu: a culinária. Hoje, ela está prestes a abrir o seu primeiro restaurante – o qual, posso garantir, será um sucesso.

Audrey é independente. É esperta. Sabe educar os filhos. É boa de cama. Faz jantares deliciosos. Mantém conversas interessantes.

Eu não poderia desejar nada além de Audrey.

Mas desejei.

Postei isto pensando na Noah, que sempre posta trechos de fics.
Só para constar, as fics dela são de qualidade superior.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Momentos de desespero

Eu nunca pensei que, algum dia na minha vida, eu desejaria ter nascido homem. Mas isso aconteceu. Duas vezes no mesmo dia.

Eram dez horas da noite e eu corria para lá e para cá apanhando minha "bagagem" para o Anime Friends e colocando na mochila.
- artefatos trouxas para a aula - ok.
- mp3 e caixa de som - ok.
- roupa normal para me trocar depois -
O primeiro problema surgiu aí. Escolhi uma calça e um par de tênis. Mas que blusa eu usaria? Esta daqui é bonita, mas é muito aberta. Se fizer frio, eu vou ter problemas. Esta outra é mais fechada, mas é simples demais. Queria estar bonita. Ai, meu Deus, que roupa eu levo? As duas, claro. Chegando lá eu decido.
E lá fui eu colocar as duas blusas na mochila. E, obviamente, um sutiã extra, pois uma delas era frente única. Além disso, coloquei pares de meia de reserva, para trocar junto com a roupa. E a mochila, que já estava transbordando de tranqueiras, tornou-se mais gorda e pesada.
Surgiu então o primeiro pensamento bizarro: por que eu não nasci homem? Seria tão mais simples vestir a primeira porcaria que aparecesse no guarda-roupas e não me importar...
Mas okay, sem pânico, você já está terminando.
- roupa normal para me trocar depois - ok.
- cosplay - ok...
Opa, não tão okay aqui. Onde estão minhas meias do cosplay? Eu lembro de tê-las visto ainda esta semana e pensado "bom saber que elas estão aqui, assim quando precisar delas não as procurarei feito idiota". Mas aqui onde? Onde foi que eu as vi?
Pus-me a revistar todas as gavetas do guarda-roupas. Em vão. Elas não apareciam em lugar nenhum. Pedi à minha irmã que procurasse em meu lugar, talvez o sono estivesse afetando minha vista. Mas ela também não encontrou.
Agora preciso separar uma roupa para colocar no lugar do cosplay, caso essa meia não apareça. Afinal, sem a meia certa eu não posso usar a saia. E se não colocar a saia, não vou de cosplay.
Segundo sacrilégio em forma de pensamento: por que eu não nasci homem? Colocaria qualquer meia, afinal, a calça cobriria de qualquer jeito!
Desisti e fui dormir. Pela manhã, decidiria o que vestir, o que fazer.

No dia seguinte, já estava prestes a colocar uma roupa trouxa e desistir do cosplay quando, ao ouvir minhas queixas, minha mãe foi até meu quarto, abriu a gaveta que eu tanto vasculhara na véspera e... pegou minhas meias do cosplay!
Como é possível? Eu não sei. Só sei que entendi que o legal não seria ser homem e sim ser mãe.

sábado, 10 de maio de 2008

Coisas da USP

Eis que, ao chegar ao ponto de ônibus, as duas infortunadas edits recebem a notícia de que os ônibus estão em greve e só voltarão a circular após às duas da tarde. Como permanecer mais de duas horas no ponto não lhes parecia agradável, a alternativa que resta é a de almoçar no bandejão e aguardar até que pudessem voltar para casa.
Dirigem-se ao bandejão central, cuja fila está curiosamente curta. Questionam-se que tipo de gororoba estaria sendo servida ali, mas, tomadas de inusitada coragem, adentram o lugar.
A gororoba não é ruim. Arroz, feijão, farofa, lagarto. Não ousam experimentar a berinjela, tampouco a salada, que parece ter sido colhida na última jardinagem da praça do relógio. A mulher que serve o suco reclama em alto e bom som sobre o próprio serviço e enche apenas até a metade a caneca de uma das edits.
Encontram vazia uma mesa para quatro pessoas. Ocupam dois de seus lugares e põe-se a comer, enquanto conversam sobre a vida, a filosofia (é quarta-feira) e algumas outras vulgaridades. Até que senta-se junto a elas (sem questionar se o lugar está vago) uma figura de gorro, com roupas simples e dois jornais, os quais abre sobre a mesa e lê ao mesmo tempo em que mastiga, de boca aberta, a comida.
O almoço continua. Poderia ter sido um almoço normal. Mas de repente uma das edits percebe a figura de gorro com quem dividem a mesa dirigir-se para uma garota na mesa ao lado, perguntando:
- Você vai comer esse bife?
A menina responde negativamente.
- Pode pôr aqui para mim? - pede a figura, estendendo um copo plástico vazio. - Não é para mim, não. É para os cachorros - explica, enquanto a menina lhe cede, sem questionar, o pedaço de carne. Ele se refere aos cães sem dono que sempre podem ser vistos do lado de fora do bandejão, justo no horário de almoço, esperando que alguém compartilhe com ele as sobras dos bem-gastos R$1,90.
Até então, continuaria sendo um almoço normal. Se não acontecesse de a figura começar a gritar, não contente em apanhar a doação involuntária da garota:
- Porque eu acho um absurdo, sabe, vocês, alunas da USP, "tudo arrumadinhas", pegar um bife que vocês sabem que não vão comer! Porque enquanto vocês estão aí desperdiçando, tem muita gente lá fora morrendo de fome!
As edits, até então tranqüilas com a monotonia de sua refeição, se encaram com espanto, sentimento este causado pela repentina alteração no comportamento de seu companheiro de mesa.
Uma das edits olha então para o seu prato, onde meio bife permanece intocado. Ela não tem intenção alguma de comê-lo. A outra, com a refeição ainda pela metade, divide-se entre a idéia de se apressar para poderem ir embora rápido e a de puxar assunto com a colega, a fim de intimidar o homem ao lado. Afinal, ele não interromperia uma conversa para gritar com elas. Ou interromperia?
Mistério.
A edit atrasada termina a refeição o mais rápido que consegue, deixando sua sobremesa (uma laranja que mais tarde exigiria o esforço de três pessoas diferentes para ser descascada) para comer no caminho de volta à ECA.
As duas então se levantam. Pensam ter se livrado da figura alterada, mas ele chama a edit que não terminou a refeição, antes que ela possa se afastar. Felizmente, não grita com ela. Apenas pede que coloque seu pedaço de bife junto ao outro, no copo plástico.
Sair do bandejão é um alívio. Nenhuma das duas ri do acontecido - estão em estado de choque.
Passam pela feirinha de ambulantes, onde uma delas pára e compra gominhos de mel para o namorado. Faz algum tempo que ela e ele estão com vontade.
Em uma das barracas, uma moça vende cosméticos de várias marcas. A moça tem em sua companhia um cachorro poodle. Branco, com roupinha.
Ah, se a figura de gorro visse aquilo.



Post dedicado a Isadora Helena, minha mais nova companheira de aventuras.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Tesouras Nardoni

Cortam no momento em que você mais precisa.



Brasileiro faz piada com tudo. Até esse caso vai virar motivo de riso, se não for resolvido logo.
Mas não tem problema - no país do futebol e do carnaval, rir é o melhor remédio, não é mesmo?

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Quando eu era criança, tive uma fase em que gostava de contar. Certa vez fui andando de casa até a escola contando. Um, dois, três...
Ao chegar na escola, falei para uma das tias que cuidavam de mim:
- Tia, contei até X de casa até aqui.
Eu estava orgulhosa de mim mesma. Afinal, eu tinha contado bastante. Mas a resposta dela me desconcertou:
- Veio contando os passinhos, é?
E eu olhei para ela, sem entender. Não. Eu não disse que contara meus passos. Eu só disse que contara e ponto. Será que eu não podia contar só por contar, sem estar registrando a quantidade de algo específico?



Este post não tem sentido metafórico. Só para constar.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Ela está montando uma pirâmide de cartas. Uma enorme pirâmide de cartas. Ela coloca cada uma com cuidado, sem pressa, tentando não errar. Quando alguém passa por perto, ela se assusta e tenta, de toda forma, proteger sua pirâmide. Ninguém pode se aproximar dela. Ninguém tem o direito de derrubar aquelas cartas.
Mas por que ela se preocupa tanto, afinal? É só uma pirâmide de cartas. Se cair, ela pode muito bem se ocupar com outra coisa. Ler um livro, assistir tevê. Então por que diabos a pirâmide é tão importante?
É importante para ela porque ela se dedicou e se esforçou, ela trabalhou para posicionar cada cartinha daquele baralho.




Às vezes eu tenho medo de derrubar a pirâmide.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Futebol reduz o cérebro

Desculpem-me os que gostam de futebol, mas para mim certas coisas são inaceitáveis.

Mais de uma vez, andando no metrô, eu já parei para ler camisetas alheias - afinal, todo mundo adora ler camisetas com dizeres garrafais, só para saciar a curiosidade. E, mais de uma vez, eu li um "Eu nunca vou te abandonar" seguido do símbolo do Corinthians. Que vontade eu tenho de empurrar essas pessoas na linha do metrô.
Não por elas serem corinthianas. Elas podiam torcer para o São Paulo, o Palmeiras ou o Clube Atlético Mineiro. Mas... "eu nunca vou te abandonar"?! Ah, tenha dó. É ridículo.
Primeiro, porque o Corinthians decididamente
não liga se você vai abandoná-lo ou não. Sério. Juro para você que, se você decidir virar palmeirense, o técnico do Corinthians não vai cortar os pulsos.
Segundo, porque eu não me conformo que as pessoas sejam ignorantes a ponto de acreditar nessa palhaçada toda. Corinthians na segunda divisão, na primeira, no quinto dos infernos... isso se chama pão-e-circo, e é uma política que distrai o público desde a Roma antiga. Como assim ainda funciona?
Terceiro, porque as pessoas fazem campanha para que o Corinthians não seja abandonado em vez de fazer campanha para que animais ou crianças não sejam abandonados. Se todo mundo desse mais valor à vida do que à porcaria do futebol, talvez nós estivéssemos um pouco mais evoluídos e menos miseráveis.

Às vezes eu acho que estou vivendo um daqueles pesadelos meus em que o mundo inteiro enloqueceu e só eu percebi. Ou será que quem está ficando louca sou eu?

domingo, 16 de março de 2008

Filmes que eu vi nas férias

Janeiro + Fevereiro de 2008.


Planeta do Tesouro legal
Identidade interessante
Alien vs. Predador 2 perda de tempo
O reino dos gatos dá para rir (não que essa fosse a intenção do filme)
Pocahontas dá até arrepio
Vida de Inseto fofíssimo
Toy Story Você é um brinquedo!
V de Vingança surpreendente!
O resgate do soldado Ryan bom
Toy Story 2 a única continuação boa da Disney
Agora você vê sessão da tarde
O mentiroso engraçadinho
O rei leão clássico
Aladdin apaixonante
O estranho mundo de Jack muito bom
Superman Returns Superman
O caçador de pipas não tão perfeito quanto o livro
Matrix Reloaded ainda não entendi
O cão e a raposa eu sempre choro
Sweeney Todd perfeito!
Todas contra John colegial americano
Procurando Nemo eu dormi xD
O Caldeirão Mágico sério que é da Disney?
Meu nome não é Johnny e eu com isso?

sábado, 1 de março de 2008

Eudaimonia

Princípio de Sócrates que defende que a vida que vale a pena ser vivida é a vida que se vale por ela mesma.
A vida é eudaimônica quando você estuda não para passar de ano na escola, mas porque adquirir conhecimento te dá prazer. Quando você toma banho não simplesmente para ficar limpo, mas porque tomar banho é uma delícia. Quando você conversa com um amigo não porque essa conversa vai acrescentar algo à sua vida, mas porque você se sente bem conversando com esse amigo. Quando você ama alguém não por esperar que essa pessoa retribua seu amor, mas porque amar te mantém vivo.

Sua vida é eudaimônica?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Há dias em que a gente acorda se sentindo feia.
Não sei quanto a vocês, mas comigo isso só acontece aos domingos. Não todos os domingos. Mas quando acontece, é sempre domingo.
São aqueles dias em que o cabelo não fica do jeito que você quer. As unhas estão feias e você olha no espelho e percebe o resultado daquele almoço no McDonald's, aparecendo de preferência em forma de gordurinhas localizadas - na coxa ou na barriga, você escolhe.
- Mas, Penny, eu sou magra de ruim. Não tenho problema com isso, não.
Magra ou não, eu tenho certeza de que, num dia de feia, você se olha no espelho e vê algum problema. Não tem escapatória. Dia de feia é dia de feia.
Okay, você não pode fugir do momento meu-Deus-como-eu-estou-horrorosa-vou-me-trancar-no-quarto-e-
só-aparecer-em-público-com-um-saco-de-papelão-na-cabeça, mas pode se acalmar e ajudar esse momento a acabar mais cedo.
Tome um banho.
Há, frase famosa de Cedrico Diggory.
Mas não, não estou te chamando de porca, tampouco dando em cima de você. Só estou dizendo que, em horas como essa, o que você pode fazer é passar uma hora inteira embaixo do chuveiro. Lave o cabelo duas vezes, como recomenda a embalagem do xampu; depile suas pernas da forma mais caprichada que puder; depois passe hidratante nelas. E faça as unhas.
Se você não se achar mais bonita, talvez pelo menos os outros achem.

Comigo funciona.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Decepção

"São nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que nossas qualidades."
Agora eu entendo muito bem o que Dumbledore disse.

Há algum tempo, eu pensava que o pior sentimento do mundo era o arrependimento. Hoje, já não me arrependo dos meus atos, tenho consciência de que toda e qualquer experiência é um aprendizado. O sentimento que tomou lugar desse na minha lista negra foi a decepção. Principalmente quando você se decepciona com alguém que não tem arrependimento.

Eu conheci alguém que fez más escolhas. Mas essa pessoa já tinha péssimas qualidades. O difícil é ver gente boa fazendo escolhas ruins. Gente que tem tudo para brilhar e age como se não soubesse disso. Você até mostra à pessoa o caminho certo. Ela experimenta esse caminho, vê que tudo nele dá frutos bons. Você chega a ter orgulho dessa pessoa. Mas, quando você menos espera, descobre que ela continua fazendo escolhas erradas. Como se não acreditasse em si mesma. Como se não acreditasse no que você mostrou para ela, como se não desse valor para quem a ama e quer o seu bem.

Então você precisa aprender a fazer suas próprias escolhas, com base nas do outro. Não as escolhas que te fazem feliz, mas as que ao menos te fazem parar de sofrer.

É a vida.


Desculpem, mas eu precisava desse desabafo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Viva o verde

Não é nenhum apelo contra a vida urbana ou o desmatamento da Amazônia. É só uma recomendação. Corra pelo gramado e sente-se sob a sombra de uma árvore de vez em quando. Para mim, faz toda a diferença do mundo.

É um post bobo, eu sei. Bem-vindos ao novo Mosague.