segunda-feira, 28 de julho de 2008

Que loucura

"Esses bebês de proveta estão enganando todos vocês. Porque a genérica deles é que é mais natural. Eles são de trezentos mil espermatozóides no óvulo de uma mamãe girafa!"
Grito de uma mulher em emergência psiquiátrica no corredor do hospital.

domingo, 27 de julho de 2008

Prólogo de uma nova fanfic

Minha nova fic Percy/Penny.

- Aceito.

É a palavra que muda a vida de qualquer homem. Ou que, ao menos, deveria mudar. Mas as coisas não são sempre como deveriam. Afinal, não é bem uma surpresa ouvi-la no altar. Não, essas palavras não proporcionam mudança alguma, apenas concretizam algo que levou anos para ser construído.

Na minha vida, isso não foi diferente. Foram dois anos de namoro com Audrey. Não era necessário esperar mais do que isso. Não, eu sempre fui um homem sério, sem motivos para me comprometer com uma mulher com quem não tivesse intenção de me casar. Portanto, nós não precisávamos esperar. Ambos tínhamos estabilidade financeira e apreciávamos a companhia um do outro. Que motivo melhor poderia haver para se unir em matrimônio?

Logicamente, eu soube desde o início que seria esse o curso seguido por nossas vidas. Os dois anos que se passaram apenas confirmaram as minhas impressões. Audrey era uma mulher séria e dedicada, infinitamente talentosa e também uma moça de família, muito honrada.

Cada dia que passei com ela fortaleceu minhas certezas, de modo que nunca houve surpresas em nosso relacionamento. Isso é bom. Surpresas podem ser agradáveis ou não. E, como homem racional que sou, prefiro não arriscar. Quando pedi sua mão em casamento, já tinha certeza de que aceitaria. Nossos planos estavam implícitos em nosso relacionamento há muito tempo.

Portanto, ouvir um “aceito” no altar foi como seguir um roteiro pré-estabelecido. Aliás, era exatamente isso que acontecia. Cada passo dado equivalia ao que fora combinado no ensaio da cerimônia. Nem mesmo Victoire, em seu vestido de dama de honra que, como ela reclamara mais cedo, pinicava o corpo, ousou tirar de sincronia aquele momento sagrado.

Assim consumou-se meu casamento. Eu o atravessei como um homem que aceita o destino que não lhe desagrada.

E me orgulhei da vida que consegui.

Minhas duas filhas são as meninas mais bonitas, educadas e inteligentes que já nasceram nesta família. Não brigam com os primos, não saem descalças no quintal e não puxam o rabo do gato. São as melhores crianças que já conheci.

E minha esposa... bem, ela é Audrey. É uma mulher inovadora. Dedica-se ao mesmo tempo à arte e aos negócios, tendo apenas empresas de sucesso e que fazem seu nome muito famoso – Cathlove, nome que ela continua a usar para a vida profissional, mesmo depois de casada. Depois de cinco anos no comando da escola de dança por ela fundada, ela deixou a direção nas mãos de um sócio e dedicou-se ao aperfeiçoamento de um outro talento seu: a culinária. Hoje, ela está prestes a abrir o seu primeiro restaurante – o qual, posso garantir, será um sucesso.

Audrey é independente. É esperta. Sabe educar os filhos. É boa de cama. Faz jantares deliciosos. Mantém conversas interessantes.

Eu não poderia desejar nada além de Audrey.

Mas desejei.

Postei isto pensando na Noah, que sempre posta trechos de fics.
Só para constar, as fics dela são de qualidade superior.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Momentos de desespero

Eu nunca pensei que, algum dia na minha vida, eu desejaria ter nascido homem. Mas isso aconteceu. Duas vezes no mesmo dia.

Eram dez horas da noite e eu corria para lá e para cá apanhando minha "bagagem" para o Anime Friends e colocando na mochila.
- artefatos trouxas para a aula - ok.
- mp3 e caixa de som - ok.
- roupa normal para me trocar depois -
O primeiro problema surgiu aí. Escolhi uma calça e um par de tênis. Mas que blusa eu usaria? Esta daqui é bonita, mas é muito aberta. Se fizer frio, eu vou ter problemas. Esta outra é mais fechada, mas é simples demais. Queria estar bonita. Ai, meu Deus, que roupa eu levo? As duas, claro. Chegando lá eu decido.
E lá fui eu colocar as duas blusas na mochila. E, obviamente, um sutiã extra, pois uma delas era frente única. Além disso, coloquei pares de meia de reserva, para trocar junto com a roupa. E a mochila, que já estava transbordando de tranqueiras, tornou-se mais gorda e pesada.
Surgiu então o primeiro pensamento bizarro: por que eu não nasci homem? Seria tão mais simples vestir a primeira porcaria que aparecesse no guarda-roupas e não me importar...
Mas okay, sem pânico, você já está terminando.
- roupa normal para me trocar depois - ok.
- cosplay - ok...
Opa, não tão okay aqui. Onde estão minhas meias do cosplay? Eu lembro de tê-las visto ainda esta semana e pensado "bom saber que elas estão aqui, assim quando precisar delas não as procurarei feito idiota". Mas aqui onde? Onde foi que eu as vi?
Pus-me a revistar todas as gavetas do guarda-roupas. Em vão. Elas não apareciam em lugar nenhum. Pedi à minha irmã que procurasse em meu lugar, talvez o sono estivesse afetando minha vista. Mas ela também não encontrou.
Agora preciso separar uma roupa para colocar no lugar do cosplay, caso essa meia não apareça. Afinal, sem a meia certa eu não posso usar a saia. E se não colocar a saia, não vou de cosplay.
Segundo sacrilégio em forma de pensamento: por que eu não nasci homem? Colocaria qualquer meia, afinal, a calça cobriria de qualquer jeito!
Desisti e fui dormir. Pela manhã, decidiria o que vestir, o que fazer.

No dia seguinte, já estava prestes a colocar uma roupa trouxa e desistir do cosplay quando, ao ouvir minhas queixas, minha mãe foi até meu quarto, abriu a gaveta que eu tanto vasculhara na véspera e... pegou minhas meias do cosplay!
Como é possível? Eu não sei. Só sei que entendi que o legal não seria ser homem e sim ser mãe.