domingo, 17 de janeiro de 2010

Conversas com estranhos

Apenas um motivo pelo qual eu as evito:



[no ponto de ônibus, na USP]
- Você trabalha aqui?
- Não, estudo.
- Direito?
- Não, Editoração.
- Ahhhh! "De coração" é bom, né, tem cada vez mais gente morrendo de infarte no Brasil.
- *morrendo de vergonha* É um problema, né?
- O meu pai mesmo morreu do coração... [relato sobre o que aconteceu ao pai dele] Alguns dizem que é genético, alguns dizem que não... é genético? *cara de quem está perguntando para uma especialista*
- Pois é, cada hora falam uma coisa, né... opa, chegou meu ônibus. Tchau!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Antipatia

Qual será que é o problema em não querer conversar com estranhos na rua?

Errado não é fugir das pessoas, errado é ficar importunando-as com papo-furado do tipo "nossa, que chuva, né?" em pleno temporal de verão em São Paulo.
Eu pareço um ímã para esse tipo de gente, sabe, que quer puxar conversa nas filas ou no ônibus a todo custo. E andar com um livro não adianta - só me deixa mais irritada, porque ninguém respeita um apreciador da literatura tentando se distrair.

Pelo menos o escritório novo não tem acessorista no elevador.





Terminei o post sentindo que soei mesmo muito antipática. Bom... c'est la vie!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Livros lidos em 2009

Vou registrar a lista aqui só porque assim que virar o ano eu a apago da coluna ao lado. ^^

Os filhos de Anansi, de Neil Gaiman.
Laranja Mecânica, de Anthony Burguess.

A forma do livro, de Jan Tschichold.
Artemis Fowl - O paradoxo do tempo; de Eoin Colfer.
Amanhecer, de Stephenie Meyer.

O triste fim do pequeno Menino Ostra, de Tim Burton.
Harry Potter and the Sorcerer's Stone, J. K. Rowling.

A menina que roubava livros, de Markus Zuzak.
A cidade do Sol, de Khaled Hosseini.
As bodas de Fígaro, de Beaumarchais.
Eclipse, de Stephenie Meyer.
Duas narrativas fantásticas - A dócil e O sonho de um homem ridículo; de Dostoiévski.
O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago.
Olhai os lírios do campo, de Erico Verissimo.

Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago.
Os contos de Beedle, o Bardo; de J. K. Rowling.
Lua Nova, de Stephenie Meyer.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Disney - parte 3: O sonho

Eles não exageraram quando disseram que aquele é o lugar onde os sonhos se tornam realidade.
Ir para a Disney é se tornar criança de novo. É deixar o queixo cair centenas de vezes durante o dia. É repetir milhões de vezes "olha que lindo!".
É chorar de emoção ao ver o castelo. É chorar de emoção ao assistir um filme. É chorar de emoção ao ver um show. É chorar de emoção ao ver uma árvore esculpida.
Ir para a Disney é ser feliz todos os dias. É não querer se preocupar com porcaria nenhuma, porque nada, nada pode estragar aquele momento.
Ir para a Disney é ter certeza de que tudo à sua volta é real, é de repente acreditar mais naquele mundo fantástico do que em qualquer outra coisa que você já tenha visto. É participar de muitas aventuras diferentes no mesmo dia - viajar por vários países, sobrevoar a Terra do Nunca, atirar em alienígenas, fazer um safári, fugir de dinossauros - e se jogar de corpo e alma em cada uma delas.
Ir para a Disney é ver as coisas mais bonitas acontecendo, como quando uma criança vê a Bela e a abraça, da forma mais confortável, feliz e confiante que se pode abraçar alguém. Não como se fosse um ídolo ou um sonho, mas simplesmente como se aquela princesa fosse uma velha amiga que te traz muita alegria.

Voltar da Disney e se lembrar dessas coisas às vezes parece inacreditável. Às vezes, não. Às vezes simplesmente te dá uma sensação incrível de acolhimento. Acho que foi o mesmo que o menino sentiu quando abraçou a Bela.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Disney - parte 2: As pessoas

Alguns fatos sobre as pessoas nos Estados Unidos (os asteriscos indicam os fatos que eu acredito estarem relacionados especificamente ao fato de as pessoas estarem na Disney):

- Todo mundo está feliz. Todo mundo.*
- As crianças americanas fazem as mesmas brincadeiras que as brasileiras (como aquela de bater duas vezes na perna e depois fazer um sinal de proteger-se, carregar a arma ou atirar, sabe?).
- Eles pedem desculpas quando esbarram em você. Os únicos que encostaram em mim e não pediram desculpa eram do meu grupo.
- Os vendedores não te pedem ajuda com o troco. E te dão o troco inteiro, inclusive as moedas de 1 centavo.
- Os vendedores estão de bom humor.*
- Eles dançam quando ouvem YMCA. Só o refrão e sentadinhos mesmo, num intervalinho na refeição, mas dançam.
- Eles comem muita porcaria. Sem remorso algum, dão coxas enormes (de frango, de porco ou sei lá) para as crianças comerem.
- Eles brigam com o gerente e se viram para a coitada da brasileira ao lado exclamando "Six dolars is six dolars!!!".
- Muitos deles são gordos. Mesmo. Às vezes eles usam carrinhos para se locomover. E às vezes se parecem exatamente como aqueles personagens de Wall-E.
- Eles te encantam quando você percebe que, apesar de qualquer diferença, eles sorriem igualzinho a você quando veem o Mickey.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Disney - parte 1: Os sentidos

O que eu ouvi
foram todas as músicas dos filmes que me encantaram a vida toda - desde High School Musical até O Rei Leão, passando por Toy Story, Jurassic Park e até O Corcunda de Notre Dame. Foram crianças falando inglês ("Mommy, is that you?!"), vendedores se despedindo com "Have a magical day!". E, principalmente, regras de segurança ("Please remain seated with hands, arms,
feets and lags inside the vehicle") e de comodidade ("All the way down guys, fill all the empty seats, don't stop at the middle!").

O que eu cheirei
foram hambúrgueres e batatas fritas. Aos montes. Mas
também o cheiro delicioso do meu quarto (cheiro de ar condicionado, edredons gostosos e biscoitos do Wal-Mart) e da vegetação abundante. Também senti cheiro de cavalos e hipopótamos, mas esta parte não foi muito agradável.

O que eu degustei
foram mais hambúrgueres e batatas fritas. Sempre em maior quantidade do que eu podia aguentar. Por vezes houve também salada com frango e até comida italiana, francesa e inglesa, num dia atípico. E muita, muita Coca-Cola.

O que eu senti
foi muito calor, seguido de muito frio quando eu entrava em qualquer ambiente fechado, a ponto de a sensação de choque térmico não mais existir como um choque propriamente dito. À noite, o calor era gostoso, o ar úmido e agradável de noites bonitas de verão. E, é claro, muito vento no rosto nos momentos em que eu estava gritando e sendo movida em alta velocidade.

O que eu vi
foi isso:


terça-feira, 6 de outubro de 2009

O rádio

Eu ouvia Michael Jackson de manhã, enquanto ia para o metrô.
Todos os dias.
Geralmente era Heal the World.
Hoje eu ouvi Elton John. Song for guy.
Comecei a brisar.
Se o Elton morrer, vou começar a ouvir funk.