quarta-feira, 11 de março de 2009

Tempo

Durante toda a semana passada, a população de São Paulo (e, acredito eu, de muitos outros lugares) quase derreteu sob um sol ridículo de 33ºC. Como é de se imaginar, todos por aí só sabiam reclamar.
Nesta segunda-feira, por conta de uma chuva boa durante a madrugada, a temperatura caiu para uns 27ºC. O que as pessoas fizeram? Saíram de casa com casacos de lã!

Dá para entender?

sexta-feira, 6 de março de 2009

No princípio, eram os Hepburn. Harry e Janis, jovens, recém-casados, cheios de sonhos. Um deles era ter filhos e alguém disse "que assim seja"; logo, nasceu Audrey, a primeira filha, comportada, bonita e estudiosa. Sendo assim tão... adjetivada, não é de se espantar que, ainda no início de sua vida adulta, tenha cativado um marido.
Audrey Hepburn tornou-se Audrey Weasley ao casar-se com Percy, com quem teve dois filhos, Molly e Peter. Mas nem tudo
é perfeito e, enquanto estava grávida de Peter, Audrey divorciou-se ao flagrar Percy trocando carícias com sua amante, Penelope Clearwater. A vida de Audrey nunca mais foi a mesma. Ela não chegou a casar-se de novo, embora tenha tido um caso com o entregador Gordon Kim e recebesse visitas diárias de Percy à sua casa durante o resto da vida. Já os seus filhos tiveram destinos mais felizes.
Molly cresceu tendo como sua melhor amiga Cristina, a filha que Harry e Janis adotaram quando Audrey casou-se. Além disso, casou-se com Lucy Weasley, uma moça cuja aspiração sempre foi formar uma família feliz. Por coincidência ou não, o irmão de Lucy, Hugo (já viúvo e com uma filha, Rose), casou-se com Cristina, que também passou a ser uma Weasley. Sua nova enteada, Rose, casou-se com Peter, fechando um ciclo estranho (mas não incestuoso!) entre as duas famílias

Cristina e Hugo foram muito felizes e tiveram uma vida muito romântica, até que Cristina faleceu naturalmente, enquanto falava ao telefone. Curiosamente, Hugo morreu da mesma forma, mas não ficou sozinho até esse momento - assim que ficou viúvo, começou a sair com uma jovem uns 20 anos mais jovem do que ele, chamada Lúcia. Essa Lúcia, por acaso, era casada. Mas isso não é um problema, uma vez que seu marido, Marco, andava tendo um caso também, com Cristina, a filha adotiva de Molly e Lucy (aparentemente, o orfanato da cidade não tinha muita criatividade). Esta Cristina era o orgulho de suas mães pois, apesar de não ter beleza exterior (o que talvez tenha sido o motivo pelo qual nunca chegou a se casar), ela sempre foi muito carinhosa e dedicada ao lar e à sua menina, Daniele, filha ilegítima de Marco, que nunca mais foi visto após gerá-la.
Peter e Rose foram outro casal feliz, talvez o casal mais bonito e romântico. Tiveram um filho bonito e saudável, Wilbur, que cresceu junto de Cristina e que completou quarenta anos virgem, mais ou menos quando adotou o seu filho Alfonso. Peter era tão apaixonado por Rose que morreu louco pouco tempo depois de perder sua esposa. Uma morte quase tão triste quanto à de sua irmã, Molly, que morreu ao voltar de um cansa
tivo de trabalho, ou da esposa dela, Lucy, que morreu, coitada, na festa do aniversário da neta. Daniele ficou muito triste mas, não tendo outra coisa a fazer, ocupou-se de comer o bolo que a avó tinha separado para si.

063. zerar 3 gerações de The Sims 2

Sei que o post ficou muito confuso, mas eu precisava muito falar sobre essa família. Para ilustrar melhor, vou colocar uma árvore genealógica e as minhas fotos favoritas. ^^

(clica na árvore que ela aumenta)

Álbum de fotos:






1. Harry e Janis (e a pequena Audrey) - como tudo começou.










2. Molly e Lucy - fofas.









3. Peter com cara de bobo (e Rose de costas).









4. Wilbur praticando namoro... com o espelho.









5. Afonso contente em ver o resultado da natação.









6. Homem mau que veio me castigar por não pagar as contas. =(








7. E a minha favorita... A morte mandando Rose fazer exercícios! (sim, aquilo para onde ela está apontando é uma máquina de exercícios)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Três meses

Eu acho que não é todo mundo que tem esse tempo todo para curtir férias. Na verdade, eu podia não ter. Foi minha opção. Então decidi que aproveitaria.
O que é aproveitar?
Não tenho dinheiro, sinceramente, então não deu para visitar o Grand Canyon desta vez. Mas eu não tenho do que reclamar.

Eu fui para São José dos Campos, para Piracicaba, para a Praia Grande e para São José dos Campos de novo.
Eu assisti muitos filmes bons - alguns dos quais estão me fazendo rir até agora.
Eu passei muito tempo jogando The Sims e baixando séries. E gostei disso.
Eu li muito.
Eu fiz uma oficina infantil no Centro Cultural São Paulo.
Eu fui a cinco museus diferentes.
Eu fui à formatura da minha amiga e dancei mais do que nunca.
Eu risquei itens da minha linda e enorme lista de metas.
Eu pedi licença para entrar no mar e me perdi olhando o pôr-do-sol.
Eu revisei textos tentando me adequar à nova ortografia.
Eu levei minha irmã ao cinema e fiquei tonta graças a um óculos 3D.
Eu me emocionei por causa de um monte de fogos de artifício.
Eu fiz um bolo que ficou ruim.
Eu tive um dia em que muitas coisas deram errado e em que, ainda assim, eu não pude ficar de mau humor.
Eu fiquei rindo enquanto observava duas pessoas tentando acender uma churrasqueira.
Eu joguei Guitar Hero. =]
Eu visitei vários amigos.
Eu passeei com vários amigos.

Eu peguei carona às quatro da manhã num carro com outras seis pessoas. E ri durante todo o percurso, sem ter ingerido um gole de álcool.
Eu joguei Twister.
Eu joguei tinta em algumas seletas pessoas.
Eu parei para admirar o céu do lado de alguém que eu amo, quando estávamos com muita pressa. Mais de uma vez.
Eu vendi cerveja de 269mL por R$1,50 sob a justificativa de que "É a crise...".
Eu amei, ri e chorei.
E eu almocei sorvete mais de uma vez.

Resta mais uma semana de férias. E eu não pretendo deixá-la passar em branco.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Os ônibus tiram sarro de mim

Eu lembro do tempo em que eles me davam "bom dia" pela manhã. Mas esse tempo já passou.

Eu estou esperando para atravessar a avenida e chegar ao ponto. Lá do outro lado, longe do meu alcance, vejo passarem um ônibus laranja e um azul. Espero que não sejam os meus.
Atravesso. Espero.
Vários ônibus passam:
Casa Verde.
Circular.
Casa Verde.
Casa Verde.
Para quê tantos Casa Verde?
Pça da Sé.
Casa Verde de novo.
A porcaria do Tucuruvi não passa nunca!
Chega mais um ônibus azul. Tucuruvi. Beleza.
Boa tarde. Boa tarde.
Sento lá no fundo. Abro um livro. Leio.
Ainda bem que eu trouxe um livro hoje. É muito chato olhar pela janela todo dia, pelo mesmo caminho.
Por falar nisso, onde será que eu estou?
Olha pela janela.
CARAMBA, ONDE É QUE EU TÔ?!
Teodoro Sampaio, diz uma voz na minha cabeça. Ou talvez tenha sido uma placa mesmo.
Okay, Teodoro. Que diabos estou fazendo aqui?
Pergunta para o cobrador.
Este ônibus passa no metrô. Estou salva.
Que metrô?
Clínicas.
Cai a ficha. Eu não acredito.
Este não é o Tucuruvi. É o Casa Verde.
Eles estão de brincadeira comigo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Algo

Tem alguma coisa no ar e essa coisa está me irritando profundamente. Se eu pudesse, eu dava um jeito nela. Picotava com uma tesoura ou enfiava no congelador da geladeira dos fundos, por exemplo. Mas eu não consigo saber o que é essa coisa!
É mais ou menos como quando eu estou com vontade de comer uma coisa (até chego a sentir o gosto), mas não consigo identificar o que é.
E eu queria escrever isso na forma de um poema, mas eu sou péssima em poemas e nem sei rimar.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Bolt - O Supercão

Comentário sem importância de uma leiga em cinema. Com spoilers? Acho que não. Depende do que você considera spoilers. Mas não se preocupe, não vou contar o fim do filme.


Bolt é uma graça. Em certos aspectos, melhor do que o anunciado. A Disney/Pixar faz um humor maravilhoso sem cair na babaquice como muitos outros filmes de animação têm feito. Minha opinião é suspeita, mas eu disse desde o começo do post que este é um comentário sem importância.
Enfim. Bolt me fez chorar muito por trás daqueles óculos 3D que dão tontura (e que nem são tãao legais assim). Mas talvez os humanos normais, sem excessiva preocupação com o bem estar de gatinhos e cachorrinhos mundo afora, não chorem.
Apesar de ter gostado tanto do filme (e daquela gatinha FOFA E LINDA), eu tenho também minhas críticas negativas a fazer. Não acho que o filme salve a Disney/Pixar de uma era de trevas, como anunciou a revista SET. Nem em termos de animação, nem de roteiro. A qualidade continua excelente, não sei o que eles quiseram dizer com trevas (não lembro se foi essa a palavra usada, mas você entendeu). Afinal, os últimos filmes deles foram WALL-E (com um merecido Golden Globe 2009 e rumo aos Academy Awards, pelo menos assim eu espero) e, antes desse, Ratatouille (que me faz querer assisti-lo de novo e de novo, como há muitos anos não acontecia com meus amados filmes da Disney). Bolt é mais um na coleção de emocionantes e memoráveis filmes da Disney. À exceção, talvez, de O Galinho Chicken Little, que me decepcionou um pouco.

Eu esperava um pouco mais de Bolt apenas no quesito "crise existencial". Para quem não sabe, o filme conta a história de um cão que grava uma série de TV em que tem super-poderes. Mas o coitado pensa que tudo aquilo é de verdade e, quando sai por aí no mundo real, é uma palhaçada só ele pensando que gatos são agentes do mal etc. Se você acha que já viu algo parecido antes, deve estar se lembrando de quando assistiu Toy Story. Sim, Bolt tem Complexo de Buzz Lightyear. Mas isso foi muito mal trabalhado, na minha opinião. Sabe, quando o Buzz descobria que tudo em que ele acreditava não existia, ele primeiro ficava doido ("Quer mais chá, dona Marocas?") e depois, depressivo. E só no fim do filme ele se aceitava como era e aprendia a ser feliz daquele jeito. Em comparação com isso, eu achei que o Bolt aceitou tudo tão bem. Sabe... "Eu não sou um supercão. Droga. Okay, vamos continuar o filme."
Tá bom que talvez ficasse muito repetitivo ele ter exatamente a mesma crise que o Buzz. Mas do jeito que ficou, não me convenceu muito.

Enfim, antes que alguém me arremesse um sapato... Independente da crise existencial dele ou do quanto eu amo Ratatouille, eu adorei Bolt. Acho que vale a pena, sim, assistir. Porque, apesar de qualquer coisa... é Disney! E a Disney quase nunca decepciona. Principalmente quando se une à Pixar. ;)







Ninguém leu este post inteiro. Mas tudo bem, eu estava afim de escrever e é isso que importa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Praia

Fazia muito tempo que eu não a via. E que alegria me dá.
Estive refletindo ontem sobre a semana que passei. Cair na rotina nunca foi tão gostoso. Sabe, acordar todo dia e nem pensar "o que vou fazer hoje?", porque eu já sei o que vou fazer: vou à praia! Sentir o mar ir e voltar lavando minhas pernas enquanto eu caminho e olho para o céu, tão limpo, tão claro, tão bonito. Tão azul que chega a ser clichê. Assim como o mar, como eu amo o mar, como eu amo a praia. É incrível como ela me faz ignorar qualquer coisa ruim que aconteça à volta - palitos de sorvete atirados na areia por aquele mundaréu de gente feia e mal educada (afinal, estive na Praia Grande - em alta temporada -, e não no Caribe).
Eu não podia deixar de ficar feliz. Era a praia! Dela eu podia ver a linha do horizonte, acima do mar, imaginar a imensidão além daquela linha, ver aquelas águas embelezarem o pôr-do-sol e refletirem a queima de fogos que eu não via há 18 anos.
Às vezes eu chego a me perguntar se não é irritante para os outros que eu veja tamanha beleza nas coisas. Mas é tão inevitável... e talvez fosse mais irritante se eu não visse beleza em nada. Se é que isso é possível - afinal, quem não ama o mar?